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Ordenação Diaconal de Ricardo Soares Souza mSC,
“TIRADO DO MEIO DO POVO PARA SERVIR AO POVO”.
No
dia 21 de junho de 2009, sábado, na cidade de Contagem,
nosso amigo Diácono Ricardo recebeu, pela imposição
das mãos de Dom Joaquim Giovani Mol, Bispo Auxiliar de
Belo Horizonte, a Ordenação Sacerdotal. Ele é
agora mais um padre, um presbítero, de nossa Igreja. Nós
estamos felizes com esse acontecimento, porque estemunhamos a
sua caminhada, sua preparação, e nos alegramos com
o seu sim. A cerimônia de Ordenação Sacerdotal
foi marcada por uma rica simbologia.
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| Vale
a pena meditar sobre os passos dentro desta cerimônia. Primeiro
o candidato é apresentado ao Bispo, após terem sido
consultadas todas as testemunhas que podem falar sobre ele. O Bispo,
em nome da Igreja, elege o candidato para receber o Sacramento da
Ordem. Assim, Ricardo é interrogado sobre a sua disposição
de viver os compromissos da vida sacerdotal, sendo fiel a todas
as suas exigências. De modo especial ele é interrogado
sobre o seu desejo de ser obediente à Igreja, na pessoa dos
Bispos e dos seus superiores. Neste momento, Ricardo coloca as mãos
dentro das mãos do Bispo num gesto de entrega total nas mãos
de Deus. Ele sabe que sem a graça de Deus será difícil
viver fielmente o compromisso assumido. Num segundo momento, Ricardo
se prostra no chão, com o rosto no chão, num gesto
de despojamento total e entrega total a Deus. A comunidade Igreja
canta invocando a proteção de todos os Santos e Santas:
homens e mulheres que passaram pela nossa história marcando-a
com seu exemplo de vida, e agora estão na glória,
na casa do Pai.
Eles
são invocados para que sejam intercessores em favor daquele
que se coloca à disposição para ser um Sacerdote.
Solenemente e em silêncio, o Bispo impõe as mãos
sobre a cabeça de Ricardo invocando o Espírito Santo
sobre ele. O mesmo gesto é feito também por todos
os outros padres, presentes na celebração. Eles recordam
sua própria ordenação, quando receberam o Espírito
Santo pela imposição das mãos do Bispo. Após
a imposição das mãos, o Bispo faz a oração
de consagração do novo sacerdote. Após esta
oração, Ricardo é padre da Igreja Católica.
Assim o novo padre é ungido nas mãos com o óleo
do Santo Crisma. Este óleo, usado também no Sacramento
do Batismo e da Crisma, é abençoado pelo Bispo na
celebração da Quinta-feira Santa. As mãos são
ungidas porque serão o instrumento usado pelo novo padre
para consagrar, abençoar, curar, etc... Após
esta unção o novo padre é revestido daveste
sacerdotal, a casula e a estola, vestes próprias para presidir
as cerimônias dentro das comunidades a ele confiadas. O neo-sacerdote
recebe também as oferendas, o pão e o vinho, elementos
fundamentais nas celebrações onde ele vai atualizar
o sacrifício de Cristo, fazendo memória de tudo o
que Jesus nos ensinou. No final Ricardo é acolhido pelo presbitério
por seus colegas padres. Manifesta-se a alegria de um novo sacerdote
para nossa Igreja. Um dos grandes desafios na vivência do
ministério é o Celibato.
Todos
perguntam por que o padre não pode casar. De fato o Celibato,
desde o início da Igreja, era aconselhado na Igreja. Mesmo
aos Bispos e Presbíteros sendo casados, aconselhava-se uma
abstinência do contato sexual nos dias que antecipassem suas
funções como Sacerdote. Foi somente na Idade Média
que a disciplina do Celibato, proibindo o casamento para os padres,
foi introduzida na Igreja. O sentido é mesmo de deixar o
padre livre para exercer o seu ministério, de uma maneira
santa e pura, consagrando-se inteiramente a Deus. No caso de Pe.
Ricardo, sua consagração não está ligada
apenas à disciplina da Igreja, mas, sobretudo, sua consagração
como Religioso. Ele deve viver o Celibato como um voto consagrado
a Deus. Numa opção livre ele se entregou totalmente
para Deus, princípio e fim de todas as experiências
de amor verdadeiro. Na verdade o Celibato para um padre é
uma profunda experiência de amor.
Portanto,
buscaremos viver juntos com o Pe. Ricardo e ajudá-lo a ser
fiel à sua consagração. Que Deus seja louvado
por esse nosso irmão que se consagra ao serviço do
Reino de Deus.
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