| Padre
Ricardo |
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“É missão de todos nós, Deus chama
e quer ouvir a sua voz...”
O
tema da missão sempre foi e será de suma importância
para os cristãos. Impossível pensar numa Igreja dinâmica
sem fazer referência à sua missão. Esse tema
não se reduz a uma parte da Igreja ou a um grupo de simpatizantes,
mas algo que envolve a todos. Com isso, quero afirmar que é
algo prioritário na vida da Igreja. A missão é
parte constitutiva da identidade da Igreja chamada pelo Senhor a
evangelizar a todos os
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| povos. A Igreja na América
Latina e no Caribe assume aquilo que é a identidade da Igreja.
O próprio Jesus nos convida a “ir e fazer discípulos
entre todos os povos” (Mt 28,20). O Documento conclusivo da
V Conferência de Aparecida, resgata o convite de Jesus. Por
isso, Aparecida convida a todas as comunidades cristãs a
se colocarem em estado de missão permanente. Aparecida entende
que a missão não pode ser provisória, mas algo
que faça parte da vida eclesial de forma constante e permanente.
Padre
Agenor Brighenti (teólogo) afirma que a missão não
é algo pronto. “Muitos, acostumados a receber receitas
prontas, lamentam que Aparecida não ofereceu pistas concretas
para tamanha tarefa. ‘Caminhantes não há caminho;
o caminho se faz ao caminhar’ – mais importante do que
as respostas a serem dadas na singularidade de cada contexto é
a abertura e o incentivo para, na liberdade do Espírito,
lançar a criar o novo.
As
boas idéias não caem do céu, brotam da realidade,
do ensaio da resposta a novas perguntas”. Portanto, duas palavras
podem balizar os novos comportamentos: mudança e perseverança.
Só há renovação onde se aceitam as mudanças.
Muitas vezes, a insegurança das pessoas impede que elas se
abram à renovação. Por isso, elas se apegam
ao velho e dele não abre mão.
Mudança
requer abertura para acolher a novidade. Até mesmo uma pessoa
idosa é capaz de se renovar a cada dia. Um idoso que vive
em sintonia com o seu tempo vive em constante transformação.
Nesse sentido, a mudança deve acontecer em nossas mentes
e nas nossas ações. Pra ser mais direto: precisamos
“da conversão pastoral”.
Depois
das mudanças profundas, há o requisito da perseverança.
No início da mudança tudo parece ser fácil.
Mas no caminho da transformação vão aparecendo
os desafios. Frente às novas exigências muitos desistem.
Por isso, a perseverança é fundamental num processo
de mudanças.
Padre
Ruaro tem animado esse trabalho em nossa paróquia junto às
comunidades. Ele tem organizado as pessoas para refletir e agir
sobre a missão permanente. Aos poucos o projeto missionário
está ganhando força. Assim desejamos que a tão
sonhada missão permanente possa acontecer também em
nossa Paróquia.
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Pe. Ricardo mSC
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