Padre Átila

“A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA”


Como já vimos no jornal do mês passado, o tema escolhido para a Campanha da Fraternidade deste ano é “FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA”. E o lema é: “A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA”. O lema da Campanha da Fraternidade nos abre perspectivas para descobrirmos por quais caminhos devemos andar e nos ajuda a discernir e resgatar o Projeto de Deus para os homens e mulheres, que é de paz e justiça para todos.

“A paz é fruto da Justiça” (Is 32,17). Este lema nos ajuda a buscarmos as raízes mais profundas da violência, ou seja, para que haja paz e segurança é necessário construirmos uma sociedade justa, solidária, fraterna e, em diferentes níveis, descobrirmos aquilo que ameaça a segurança pública como: desigualdade social, preconceito e racismo, negação dos direitos humanos, individualismo, competição exagerada, falta de ética, corrupção na administração pública, impunidade, privilégios para crimes de colarinhos brancos, tráfico de drogas, comércio de armas, etc.
A segurança pública é certamenteuma das questões mais urgentes que temos que enfrentar e resolver. O que é possível fazer? A repressão policial e o uso de armas de fogo resolvem o problema? Numa cultura de resolver tudo com a violência é possível propor uma educação para a cultura da paz para resolver os conflitos?
Durante o Tempo da Quaresma teremos a oportunidade de aprofundar mais esse tema e descobrirmos como nós podemos ter uma participação ativa nessa questão.
Já podemos começar a participar na vivência do nosso dia-adia com práticas menos violentas em nossas casas, em nossos ambientes de trabalho e de convivência. Precisamos ser agentes da não- violência. O diálogo, a reconciliação e a solidariedade são inícios deste caminho.
Sem dúvida nenhuma os jovens são o centro desta questão, pois o Brasil é campeão mundial em assassinatos de jovens. Sem escola, sem trabalho e sem perspectivas eles se tornam com mais facilidade vítimas da violência.
O Brasil não pode continuar sendo conhecido no mundo como uma das sociedades mais violentas, onde os direitos mais sagrados da pessoa humana são desrespeitados e onde a criminalidade, aos poucos, passa a ocupar o lugar do poder público.

 
Pe. Átila mSC