| Primeiramente
é muito importante colocarmos no centro dessa festa Jesus
Cristo. Ele que andou pregando e ensinando a todos que o amor é
o único caminho seguro para humanidade, o amor concreto,
transformando em ações, em gestos, em compromissos
e em caridade. O amor de Jesus é mesmo sem limite: para ele,
vale a pena dar a própria vida pelas pessoas amadas. Aliás,
seu ensino é que ninguém demostra maior amor do que
a pesoa que ama com essa radicalidade.
A vida, então, é, junto com Deus, o único valor
absoluto, já que vale o risco do sacrifício da própria.
É por ser fiel a isso é que Ele anunciou, amando os
seus "até o fim". Ele foi preso, torturado e executado
na cruz. Ao terceiro dia, ressuscitou, passou da morte para vida.
Isto é mais forte que a morte, É a força desse
testemunho que nos ajuda a compreender melhor o sentido da missão
de Jesus: "Eu vim para que todas as pessoas tenham vida, e
a tenham em abundância" (Jo 10,10).
A
Páscoa é, essencialmente, festa da vida.
Este
ano, a Páscoa sera celebrada com mais acento na vida, pois
a Campanha da Fraternidade nos traz o tema da Defesa
da vida nos convidando a escolhermos a vida. Não se
trata de só celebrar a vida, mas sim de defendê-la,
promovê-la.
Assim,
ao celebrarmos a Páscoa, estaremos sempre celebrando e cuidando
da vida. Sim, a vida é para ser cuidada. A Páscoa
deste ano, de modo especial, nos convida a sermos promotores da
vida, defendendo-a quando está ameaçada. Ameaçada
na gestação pelo aborto, ameaçada pela miséria
por falta de condições dignas de vida, ameaçada
pela violência que tira a vida, particularmente de nossos
jovens, ameaçada pela destruição da natureza
e destruição do meio ambiente, ameaçada pelo
tráfico e uso de drogas que escravizam e matam, ameaçada
pelo consumo exagerado que nos dá uma falsa sensação
que somos mais quando consumimos muito; ameaçada pelo culto
ao corpo nos tornando reféns de modelos perfeição
que a sociedade e a mídia nos impõem; a vida ameaçada
por tantas outras formas como a eutanásia, as experiências
científicas na área da genética e tantas outras
ameaças.
A
ressurreição de Jesus Cristo é a confirmação
de que Deus é o Deus da vida. O Deus, que depois de ter feito
tudo o que fez, chegou à conclusão de que tudo o que
tinha feito era muito bom. Por isso, todas as formas de morte devem
ser exterminadas do nosso meio. Aquelas que a Campanha da Fraternidade
aponta para nós como ameaças à vida desde o
seu início, o seu crescimento e também o seu declínio
e também aquelas do dia-a-dia de nossas vidas que vão
agredindo a vida, ameaçando nossa vida na família,
no trabalho, na comunidade, na escola. Vamos celebrar a Páscoa
deste ano produzindo frutos de vida.
Em
nome do Pe. Ruaro e do Diácono Ricardo, desejo a todos vocês
uma Feliz Páscoa, cheia de vida em Cristo Ressuscitado.
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