Padre Átila

“O Futuro a Deus pertence”


No início de cada ano, a gente começa a ouvir e ver, no rádio e na televisão, várias previsões para o ano, como se as coisas que vão acontecer já estivessem pré-determinadas. Como se tudo já estivesse escrito para acontecer. Videntes, astrólogos e cartomantes vão anunciar o que vai acontecer. É um avião que vai cair, é um artista famoso que vai morrer etc... Os astros e as cartas procuram adivinhar o futuro das pessoas.

É claro que tudo isso não passa de “horóscopo do futuro” e, assim, há previsões generalizadas que valem para alguns e não tem nada a ver com outros; umas acontecem, outras são apenas “loteria do futuro”.
Conhecemos aquele ditado que diz...”o futuro a Deus pertence”.... Penso que nesta frase há uma espiritualidade que nos diz que é importante planejar o nosso futuro, mas também há no futuro algo que nos escapa, que escapa do nosso planejamento, escapa do nosso controle. É aí que entra nossa confiança de entregar nosso futuro a Deus.
Colocar nossa esperança em Deus. O futuro é importante; e é importante planejá-lo, prevê-lo (construindo-o) e esperá-lo.
Porém, mais importante, ainda, é olhar para o futuro, revendo o nosso passado e o nosso presente, para não tornarmos a repetir os mesmos erros, enganos e decepções. Daí o fato de começarmos este ano com algumas decisões importantes na vida.
Repensar a nossa vida pessoal (como cristãos) e a vida de nossa comunidade. E aí ficam algumas perguntas no ar. Que tipo de Igreja seremos? Como atuaremos? Como trabalharemos e viveremos? Como nos comportaremos? Como nos comprometeremos com Deus e com a comunidade? Essas perguntas e indagações são importantes, pois encontramos ainda hoje, muitos católicos que pensam que a Igreja é só um lugar aonde se vai, de vez em quando, para pedir favores a Deus e ao padre.
Vem daí a mentalidade de que a Igreja está fora da gente, de que ela é só um prédio construído de tijolo e cimento. Por tudo isso, irmãos e irmãs, quero convidar a todos, neste início de ano, a refletir e rever nossa atuação, nosso compromisso como católicos, como cristãos, como Igreja.
É hora de repensarmos onde e em quem colocamos nossa esperança de futuro. Sim, porque somos a Igreja viva de Jesus Cristo, de carne, osso e coração.
Pergunte a si mesmo: Como posso ser Igreja? De que maneira posso me comprometer mais com minha comunidade neste novo ano? Depois de refletir e rever nossa atuação na vida e na comunidade, poderemos, então, fazer planos para este ano e assumir nossa missão de ser Igreja.
Deste modo, é possível ,então, começarmos o ano, cheios de planos, desejos e, principalmente, cheios de esperança.



 
Pe. Átila mSC