Padre Átila

CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2009


Ainda este mês de fevereiro, quase no final, começaremos mais um tempo da Quaresma. Tempo de conversão, de mudança de vida, tempo de nos comprometermos mais profundamente com a construção de um mundo mais fraterno.
Quaresma é um tempo de rever nossa vivência da fraternidade. É tempo de nos penitenciarmos de tudo aquilo que nos impede de construirmos uma sociedade o mais próxima possível daquilo

que Deus sempre pensou para todos nós. Um mundo mais justo, fraterno e de paz. Quando olhamos a nossa realidade, percebemos que existem obstáculos para a construção desse Reino tão querido por Deus e que Jesus veio anunciá-lo.
A Igreja do Brasil há muitos anos tem uma maneira própria de viver o Tempo da Quaresma. É uma maneira bem concreta: a Campanha da Fraternidade. É uma proposta não só para os católicos, mas para todas as Igrejas e religiões e toda a sociedade, pois nos últimos anos os temas da Campanha da Fraternidade têm sido de interesse de todos os segmentos do povo brasileiro.
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) propõe a cada ano fazermos uma experiência de vivenciar a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo na vida e nos problemas do cotidiano de nossas vidas e nas vidas do povo brasileiro. E para isso nos apresenta temas variados para a Campanha da Fraternidade que nos questione, nos provoque e nos ajude a buscar alternativas para problemas que nos afetam no nosso dia-a-dia. Que nos ajude a fazer a passagem de situações de morte em ressurreição e vida.
Este ano a Igreja nos apresenta como tema da Campanha da Fraternidade: A FRATERNIDADE E A SEGURANÇA PÚBLICA; e como lema, se inspira numa frase do profeta Isaías: “A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA” (Is 32,17).
Alguém pode perguntar: Por que a Igreja escolheu esse tema da Segurança Pública? Basta olharmos ao nosso redor, basta assistirmos à TV ou lermos algum jornal que vamos logo entender. É inegável o crescimento da violência e o aumento assustador da insegurança. Todos nós sentimos isso na pele. Essa situação tem contribuído e muito para a deterioração da qualidade de vida de nosso povo. A dignidade da pessoa está ameaçada com essa realidade. A delinquência urbana, os assaltos, a violência do trânsito, o crime organizado, o tráfico de drogas, a corrupção, o crescimento do uso de armas de fogo, inclusive de uso restrito militar, aumento dos conflitos entre pessoas com desfecho fatal, etc. A cada ano, são registradas 45 mil mortes pela violência no Brasil.
Durante o Tempo da Quaresma teremos a oportunidade de aprofundarmos mais ainda este tema.

 
Pe. Átila mSC