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Fomos
criados para a vida. Somos chamados para viver uma vida plena, abundante.
Isso é tão verdadeiro que Jesus nos diz que um dos
aspectos de sua missão é o de dar vida em abundância
para todos. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham
em abundância.” (Jo 10,10). De toda a criação,
somos o melhor que Deus criou. Por isso, é preciso que lutemos
para que todos possam viver com dignidade a sua vida, viver uma
vida plena. Para se viver uma vida verdadeira, abundante, é
preciso que a pessoa tenha o essencial para viver, desde as coisas
mais elementares como: casa, comida, trabalho, estudo, saúde,
lazer, etc., como também as “coisas” que nos
tornam mais gente ainda: liberdade, amor, fé, amizade, justiça,
solidariedade, respeito, perdão, etc ...
O
Sacramento do Batismo expressa bem essa vocação à
vida, pois o Batismo nos enche desta vida plena. Através
do simbolismo da água que mata a sede e mantém a vida,
percebemos que necessitamos da vida em Deus que o batismo nos dá.
O(A)
batizado(a) é aquele(a) que é chamado(a) a viver a
vocação de ser Igreja. Não somente ir à
igreja, mas, principalmente, viver essa vocação no
dia-adia, na família, no trabalho, no lazer, na igreja. O
Batismo nos torna oficialmente participantes da grande família
de Deus.
Somos
irmãos e irmãs com uma grande missão: a de
tornar todos os homens e mulheres mais fraternos e solidários,
destruindo todas as formas de desunião, egoísmo e
exclusão. É na vida diária que o(a) batizado(a)
vive esta fraternidade. É inserido no mundo que devemos ser
Igreja. No exercício de viver, vamos descobrindo que a nossa
vida está profundamente ligada à vida dos outros,
e que só poderemos ser realmente felizes se conseguirmos
colocar a nossa vida em comunhão com outras vidas. Assim,
sendo, normalmente chegamos a um momento da vida em que sentimos
necessidades de descobrir nossa vocação em relação
às outras pessoas, e aí, geralmente, escolhemos a
vocação ao matrimônio. Porém,
nem todos pensam que para o matrimônio é preciso ter
vocação. Ser esposo e pai, ser esposa e mãe,
depende de vocação. Nem todas as pessoas têm
vocação para isso. O matrimônio é a vocação
que faz a vida ser plena, vida a dois que transborda no acolhimento
dos filhos. Formando uma família, o homem e a mulher se tornam
testemunhas do amor que Deus tem por nós.
Outras
pessoas descobrem que a sua vocação em relação
às outras é ser padre, irmão ou irmã
religiosa. Sentem que são chamados(as) a tornar o mundo mais
de Deus, colocando-se a serviço da construção
de uma nova sociedade, diferente de tudo o que está aí.
É um serviço à comunidade e aos outros.
O
Documento da Conferência de Aparecida, n° 217, nos diz
que os(as) consagrados(as) são chamados a fazer de suas vidas,
suas obras e suas vidas fraternas um anúncio explícito
do Evangelho “principalmente aos mais pobres, como tem sido
em nosso continente desde o início da evangelização.
Deste modo, segundo seus carismas fundacionais, eles colaboram com
a gestação de uma nova geração de cristãos,
discípulos e missionários e de uma sociedade onde
se respeite a justiça e a dignidade.
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