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Como reconhecer Jesus Ressuscitado no nosso dia a dia?
Há
pouco celebramos o Domingo da Páscoa. Aparentemente, parece
que a Páscoa já acabou; digo isso, pois não
vemos mais ovos de chocolate nos supermercados, nem nos shoppings,
mas na verdade vamos permanecer no Tempo Pascal durante várias
semanas, exatamente 50 dias, até a festa de Pentecostes,
no dia 11 de maio.
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A
experiência da Ressurreição é para nós
cristãos tão profunda que não conseguimos entendê-la
toda de uma só vez. É preciso um tempo relativamente
longo para realmente nós fazermos essa experiência
também na nossa vida, ou seja, a experiência da Páscoa/Passagem.
A Ressurreição de Jesus Cristo nos faz dizer que Ele
está vivo e está no nosso meio. Mas será que
podemos perceber a presença de Jesus Ressuscitado em nossa
vida e na vida de nossa Comunidade/Igreja? Quais são os sinais
dessa presença entre nós?
As leituras das missas nos próximos domingos da Páscoa
que vamos celebrar nos apontam para alguns desses sinais.
A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos nos diz que os
primeiros cristãos viviam em comunhão fraterna, na
união, e repartiam seus bens; colocavam tudo em comum.
Quando uma comunidade vive unida, resolvendo suas diferenças
com diálogo e compreensão, quando nós, em comunidade,
nos preocupamos e fazemos a partilha dos bens e dos dons, certamente
fica mais fácil perceber a presença Daquele que é
a razão de ser de toda essa vivência: Jesus Ressuscitado.
Egoísmo, indiferença, isolamento e individualismo
matam qualquer possibilidade de se perceber a presença do
Cristo vivo, presente no meio da comunidade.
Os Evangelhos de João e Lucas que serão lidos, nas
missas, em alguns domingos da Páscoa, nos falam de mais sinais
da presença do Ressuscitado entre nós. E quais são
esses sinais? Paz, perdão e fração do pão.
Paz e perdão são condições indispensáveis
para que a presença de Jesus Ressuscitado se evidencie. O
perdão é exigência fundamental para se alcançar
a paz. Uma pessoa ou uma comunidade que não sabe perdoar,
dificilmente vai viver plenamente a paz. Revanche, vingança,
rancores, incompreensões, etc... tornam o perdão inviável
e conseqüentemente, também, a paz.
Os discípulos que caminhavam para Emaús, depois da
morte de Jesus, estavam sem direção e sem esperanças.
No meio do caminho, de repente, o próprio Jesus se aproxima
deles, mas eles não o reconhecem. No entanto, no momento
em que Jesus parte o pão durante a refeição,
imediatamente eles o identificam.
A partilha do pão material e, principalmente, a partilha
do pão eucarístico, são sinais bem visíveis
do Ressuscitado. A comunidade que se reúne todos os domingos
para celebrar a Eucaristia – partindo e repartindo o próprio
corpo de Cristo e que, ao mesmo tempo, se compromete a repartir
o pão material com as irmãs e os irmãos mais
necessitados – aponta claramente para a presença do
Cristo entre nós. Ele está no meio de nós!
Nossa comunidade está conseguindo vivenciar esses sinais
de ressurreição, como perdão, paz e partilha?
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