Padre Átila

Com Maria festejaremos os 100 anos da chegada dos Missionários do Sagrado Coração ao Brasil
Neste mês de maio, mais exatamente nos dias 28 e 29 vamos celebrar e festejar a nossa Padroeira, Nossa Senhora do Sagrado Coração. Vamos festejar com tríduo, coroações e festa.
Maio é um mês tradicionalmente dedicado às mulheres, às noivas, às mães e a Mãe do todos nós, Maria.
Em nossa Paróquia Ela está associada ao Coração de seu Filho Jesus Cristo. Maria é aquela que está intimamente ligada a Jesus, é aquela que conhece profundamente o Coração de Jesus, ela é a Mãe que conhece o Filho, os pensamentos do Filho, os sentimentos do Coração do Filho. Como se diz, a mãe conhece bem o coração do filho e então, por isso, nós pedimos a nossa Mãe Maria, Nossa Senhora do Sagrado Coração, que nos ensine a ter um coração como o de Jesus.
A imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração nos mostra Maria tocando com a mão direita o Coração do Filho, e apresenta o Menino Jesus apontando para a mãe, como a nos dizer com este gesto: “As graças que vocês querem receber do meu Coração, devem passar pelas mãos de minha mãe”. Além disso, Maria é aquela que melhor soube ouvir a Palavra de Deus e a colocá-la em prática.
Maria é aquela que aponta sempre para seu Filho Jesus. É ela que nos diz nas bodas de Caná: “Façam tudo o que ele mandar” (Jo 2,5).
O fundador de nossa Congregação dos Missionários do Sagrado Coração,
Pe. Chevalier, dizia sobre Maria: “Ela foi abençoada, entre todas as mulheres, pelo Coração de um Deus que ama. Ela é a mãe dos homens com o único desejo; o de conduzir todos ao Coração de seu divino filho. E ainda porque ela permanece como nossa advogada junto ao Coração de um Filho que ama.”
Neste ano de 2011, o mês de maio tem um significado maior ainda para
nós Missionários do Sagrado Coração (MSC). Neste ano, no dia 21 de maio,
nós comemoramos o centenário da chegada dos primeiros MSC ao Brasil.
Eles vieram da Holanda em 1911 e1 se dirigiram primeiramente ao sul de
Minas Gerais e depois se espalharam também por São Paulo com a chegada
de mais missionários e assim sucessivamente por várias regiões do Brasil.
Vieram muitos padres Missionários do Sagrado Coração do estrangeiro, mas hoje são muitos brasileiros que continuam a missão começada por esses
pioneiros.
Como Paróquia que nasceu para os MSC, convido a todos a se alegrarem
e festejarem conosco, os Missionários do Sagrado Coração! Amado seja por toda a parte o Sagrado Coração de Jesus!
Pe. Átila mSC
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Padre Ricardo

Despedida: vou embora com a bagagem cheia
26 de novembro de 2010. Estou, neste momento, escrevendo este texto, na cidade de Vitória (Espírito Santo) porque, a partir de janeiro, estarei morando aqui para assumir a função que chamamos de “formador”; ou seja, irei trabalhar com a formação de seminaristas.
Por isso, morarei no seminário, onde vivem estudantes de Filosofia. Nesses dias, estou fazendo uma experiência de transição com o formador a quem sucederei.
E estou, também, acompanhando pela televisão e jornais os conflitos do Rio de Janeiro. Não sei se posso chamar de coincidência, mas em Vitória quatro ônibus foram queimados, hoje, por ocasião de uma greve de motoristas.
Fiquei com a sensação de que a violência, atualmente, é uma realidade presente nas grandes capitais brasileiras de tal modo que não dá para se falar num lugar melhor para se viver.
Alguns entendidos do assunto dizem que essa violência é para “purificar”
uma espécie de “herança sombria” que circunda o Rio de Janeiro. Muitos tentam nos convencer de que é preciso sofrer agora para depois gozar de plena harmonia, como no dito popular: “depois da tempestade, vem a bonança”.
Esse tipo de raciocínio serve para aliviar o sofrimento das pessoas, mas
não convence, porque nenhum tipo de violência é justificável.
Alguns devem estar pensando por que o padre Ricardo não fala de sua despedida e nos enrola com esse assunto que está nos cansando e nos metendo medo.
Na verdade, tentei fugir do assunto, pois falar de despedida é algo difícil. Quando temos dificuldades para falar de algo, tentamos mudar o “rumo da conversa”.
Mudei o assunto no início da conversa, porque tenho dificuldades com despedidas.
Ainda mais quando se despede daquilo que é bom.
A Praça Seca marcou minha vida por diversos motivos. Foi a primeira paróquia em que “trabalhei” como padre. Foi um lugar, onde convivi em harmonia com Padre Átila e Padre Ruaro.
Vivemos debaixo do mesmo teto por três anos. Como foi bom “estar em
casa” com eles. Acompanhei diversas comunidades em realidades desafiantes. Conheci muita gente boa.
Celebrei as primeiras missas de minha vida. Adquiri experiência e maturidade.
Poderia elencar várias situações de minha presença nesta Paróquia, mas
prefiro deixar essa parte para as pessoas que conviveram comigo, a fim de
que elas contem as histórias que viveram comigo.
Vou embora com a bagagem cheia, vou embora abastecido. Tudo aquilo que foi vivido intensamente vai embora comigo. É bom fechar o ciclo com a sensação de que “valeu a pena”. Já dizia o poeta que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.
Se na Praça Seca foi bom, isso me abre uma possibilidade de continuar me lançando no caminho. Encaro o futuro com os “pés no chão” e com esperança. Assumirei a outra missão com o gás que ganhei nessa “antiga” experiência. Comecei falando de violência e termino falando de esperança. Talvez a esperança seja o único remédio contra a violência. É assim que me despeço do Rio de Janeiro: com o desejo de que dias melhores virão pela frente. E o que é melhor: nem mesmo essa violência nos impede de amar esta cidade.
Agradeço a todas as comunidades da paróquia pela acolhida. Um dia fui recebido e agora estou me despedindo. Por isso, irei celebrar com vocês e espero que vocês celebrem comigo essa despedida.
Lembro a vocês que aquilo que foi conquistado não será perdido. Essas palavras não são apenas poesia e um desejo de escrever bonito.
São frutos de algo que foi cultivado e são palavras que refletem sobre as experiências vividas.
Muito obrigado, meu Deus. Obrigado, Povo de Deus.
Recebam meu abraço carinhoso!
Pe. Ricardo mSC
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