Diácono Caseira


O MESTRE INESQUECÍVEL:

Os solos da alma humana (continuação)

O último tipo de solo: a boa terra

Chegamos à terra boa, o solo que o mestre da vida queria para plantar e cultivar as mais importantes funções da personalidade. Jesus ansiava por mudar o ecossistema da humanidade, mas ele precisava do coração do homem para realizar essa tarefa.

O coração psicológico que representa a terra boa foi o que removeu as pedras, lançou raízes profundas nos tempos
de aridez e criou um clima favorável para frutificar com abundância.
Quem representa a terra boa? São os que compreenderam a palavra de Jesus, refletiram sobre ela, permitiram que ela habitasse no seu ser. Comportaram se como sedentos pela água, como o ofegante pelo ar, como crianças famintas pelo leite.
Os povos galileus entenderam que não bastava aplaudi-lo, mas era preciso aprender a amá-lo incondicionalmente, a dar a outra face e a não desistir.
Jesus usava várias ferramentas para corrigir os solos dos discípulos, pois eles apresentavam reações egoístas e agressivas. Competiam entre si e o individualismo tinha fortes raízes. Mas ele persistia como se fosse um artesão da inteligência humana. Ele não era apenas um vendedor de sonhos, mas também um vendedor de esperanças. As pessoas podiam cuspir no seu rosto, esbofeteá-lo, negá-lo e até traí-lo, mas Ele não desistia, acreditando no genoma das suas sementes e nos solos que cultivava. Para o mestre da vida, nenhum solo era inútil ou imprestável. Uma prostituta poderia ser lapidada; um coletor de impostos corrupto poderia ser transformado e superar no seu reino um líder espiritual moralista. Um psicopata violento poderia reciclar sua vida e ser capaz de recitar poesias de amor, ter sentimentos altruístas e ajudar as pessoas. Raramente alguém acreditou tanto no ser humano.
Nunca alguém entendeu tanto das vielas da nossa emoção e desejou transformar o teatro da nossa mente num espetáculo da sabedoria...

(Síntese do cap.5 (parte) do “Mestre Inesquecível”
Augusto Cury. Academia de Inteligência.)
Continua na próxima edição...

 

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